Débora Cunha

Débora Cunha

Foi a partir daí que me vi como mulher negra brasileira, foi a partir dai que eu me tornei mais forte!

Filha de negros, pai de pele clara como eu e mãe de pele escura, nasci não me considerando negra em nenhum momento, e em nenhum momento ensinada sobre minhas raízes. Vim descobrir tudo isso depois dos meus 22 anos, onde decidi deixar meus cabelos naturais, livres de qualquer procedimento químico.

A partir disso percebi que meu cabelo natural era um ato politico, pois só depois de deixa-lo natural comecei a sofrer preconceito racial, eu não era mais aceita na sociedade racista brasileira. Onde o liso, branco e loiro são os padrões de beleza aceitaveis.

Se voce não se encaixa dentro desse padrão, sinto muito, mas voce sofrerá. Mas foi com tudo isso que eu aprendi muito sobre mim, minhas raizes, minha beleza, meus ancestrais...foi a partir daí que me vi como mulher negra brasileira, foi a partir dai que eu me tornei mais forte!

E preciso continuar sendo forte pelas minhas irmãs que ainda não se aceitaram...por isso criei meu blog e canal de YouTube

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It was then that I saw myself as a Black Brazilian woman, it was then on that I became stronger!

As the daughter of a black couple, a father with light skin like me and a mother with dark skin, I was born not ever seeing myself as a black person and I was never taught about my roots. I discovered all of this after 22 years, when I decided to go natural, free from any chemical procedure. 

From then on I realized that my natural hair was a political act, because only after leaving it natural I began to suffer racial prejudice. I was no longer accepted in the Brazilian racist society where straight blonde hair is the accepted beauty standard.

If you do not fit into this standard, I'm sorry, but you will suffer. But it was with all of that that I learned a lot about myself, my roots, my beauty, my ancestors... it was from there that I saw myself as a black Brazilian woman, it was from there that I became stronger!

I must continue being strong for my sisters who still don't accept [their blackness]... because of that I created my blog and YouTube channel

Luciana Tavares

Luciana Tavares

Dafne Rodrigues

Dafne Rodrigues