All in Personal Stories

Tamiris Souza

O Brasil é um dos países que mais possui população negra em todo o mundo, devido aos mais de 4 milhões de homens, mulheres e crianças que foram trazidas para cá com o comercio de escravos nos meados de 1500.

Deborah Soares

Ser negro no Brasil, pra mim, significa SER a História, não simplesmente fazer parte dela. Significa força, sangue, luta. Pra mim, não é um fardo, não me cansa, não me oprime. Ser negro no Brasil é mais uma oportunidade que a vida da pra que eu seja uma guerreira, ainda mais forte que os demais.

Jaqueline Denize

Ser afrodescendente é uma das coisas das quais mais me orgulho. Amo minhas características físicas: meu nariz achatado, minha boca carnuda, meu cabelo crespo...Possuo pele clara pois um dos maiores medos da minha mãe era que seus fi lhos nascessem negros (assim como ela) e sofressem os mesmos preconceitos que ela sofreu na infância, então ela decidiu se casar com um homem branco.

Natália Araújo

Filha de pai negro, nascido em Itabuna, Bahia (descendente de negros e índios) e mãe branca nascida em Guarulhos, São Paulo (descendente de índios e portugueses), posso dizer que minha família, é uma família tipicamente Brasileira.

Luciana Tavares

A sociedade e a escola tem uma parcela de culpa, quando se trata da autoafirmação negra, minha infância e adolescência inteira cresci com vergonha do meu povo, pois a maneira que fui educada fazia que eu me sentisse de tal forma.

Débora Cunha

Filha de negros, pai de pele clara como eu e mãe de pele escura, nasci não me considerando negra em nenhum momento, e em nenhum momento ensinada sobre minhas raízes. Vim descobrir tudo isso depois dos meus 22 anos, onde decidi deixar meus cabelos naturais, livres de qualquer procedimento químico.

Dafne Rodrigues

Meu pai é negro, dele herdei as características. Foi difícil amar meu cabelo quando todos falam que o liso é mais bonito. Aos 4 anos, minha mãe começou a passar relaxante no meu cabelo, pra facilitar na hora de pentear (quando a mudança começou). Eu lembro que minha mãe fazia chapéu de crochê pra mim, tinha vários.

Sarah Oliveira

Sou Sarah Oliveira, brasileira, blogueira, modelo, cantora, tenho 21 anos e estudo Marketing. Por eu ser uma mulher negra, desde muito cedo, senti falta de representatividade de mulheres com meu fenótipo na mídia do Brasil. Sendo assim, percebi que isso afeta nossa autoestima e todas as nossas relações importantes da vida.

Monalisa Nunes

Nasci na Bahia, o estado brasileiro com o maior número de negros e afrodescentes do Brasil. A Bahia foi o ponto de chegada dos portugueses no Brasil e por conseguinte o portão de entrada para os escravos vindos da África.

Guilherme Benoni

O sentimento de pertencimento, e reconhecimento definitivamente são os maiores desafios para um afro-brasileiro. Vivendo em um país onde mais da metade da população é negra, pareço até estar sendo irônico ao dizer que passamos a vida inteira nos sentindo minoria. Não nos vemos na televisão, não nos vemos nas revistas e jornais, e nem em carreiras profissionais de prestígio.

Flaviane Teles de Souza

È uma honra vê a cultura africana sendo exaltada; assim ajuda na luta contra preconceitos ainda que depois de tantas conquistas esteja presente na vida dos que carregam traços dessa cultura tão forte e viva. Representar minha cidade como miss em 2015 deu-me a chance de ver como ainda não é comum a coragem para assumir as suas características de afrodescendentes. Esses movimentos ajudam a dar coragem aos que temem esses preconceitos. 

Maria Chantal

Você é uma pessoa bonita e única. O problema não é sua pele escura, seu nariz, lábios ou seu corpo. O problema é o racismo. Nossos ancestrais não eram escravos, eram pessoas que foram escravizadas. Nossos ancestrais foram importantes, eles contribuiram tanto pra esse mundo.

Bruna Teixeira

Sou negra?

Quando era adolescente fui a uma agência de modelo que uma amiga havia me convencido a ir, então realizamos todo aquele processo, tiramos fotos, desfilamos e no momento de preencher a ficha a mulher que atendia colocou minha cor como “morena bronzeada”. 

Larissa Neves

Minha infância e adolescência não foram muito diferentes de muitas meninas negras: Sempre fui muito zoada por ter o cabelo e cor de pele que tenho. Na escola, por exemplo, eu lembro de um episódio (dentre vários outros) em que um amiguinho de turma me chamou de "palito queimado" e "cabelo de bombril".

Kharen Vasconcelos Andrade

Eu sou filha de pai negro com mãe branca. Meu pai nunca se reconheceu como negro e minha mãe acredita ser negra por descendencia. Desde pequena cresci com a ideia de que ser negra não era bom, sendo assim embranquecida pela sociedade que tanto dita regras. Há alguns anos atrás meu cabelo era ruim, bombril, vassoura de bruxa.

Larissa Camargo

Sou descendente de africanos e crespa com orgulho. Desde pequena minha mãe sempre me incentivou a me aceitar como eu realmente era, pois sabia da opressão que iria sofrer na escola principalmente as meninas de cabelo liso e pele clara.

Laryssa Tavares

Minha história não é dramática e tampouco sofrida. Tenho uma vida simples nessa cidade pequena e apesar de poucos habitantes, é o essencial para se viver bem, não posso dizer também que já sofri algum tipo de racismo em relação a minha cor ou dos meus traços negros