Editor's Letter • Carta da Editora

Editor's Letter  •  Carta da Editora

I remember living in Rio de Janeiro, Brazil and very seldom experiencing someone outside of my immediate family who found my curly hair or "not-so-light" skin beautiful.

"True beauty" was when you were fortunate enough to be born with white skin and straight hair. After living in the United States for several years, I began to appreciate the numerous movements that educate and celebrate the country's African culture. These events led me to think about my native country and how much of it is influenced by the Africans who were taken from their homes to be sold into slavery; and even after they were "freed," racism continued to flourish. 

Recently, there has been an increase in media attention on those of African descent in Brazil; however, the issue is still just as serious as it has always been. I was motivated to start a project that brings awareness to Brazilians of African descent after a few conversations with individuals studying to become educators who were not aware that Afro- Brazilians existed. This bothered me.I decided to come up with a way to combine my talents with the idea of increasing awareness while including people who suffer from racism in Brazil.

In the last few months, I was selected to be a part of the Professional Association for Design's (AIGA) Mentorship Program. The program pairs students with mentors who are professional designers and provides them with the opportunity to work on a self-promotional piece. This magazine became my self-promotional piece. Although it tells the stories of others, they are all very much connected to me. It has been a tremendous journey and a humbling experience.

My purpose is to encourage love and acceptance; ignorance breeds hate and hate is what fuels racism. I was able to collaborate with amazing people who did not hesitate to share their stories and be completely transparent with me. I'm very thankful for this opportunity and plan on pursuing it beyond this program.

Eu me recordo, quando morava no Rio de Janeiro, de vez em quando alguém dos meus familiares, achava meu cabelo cacheado, ou minha pele "morena" bonita. 

A verdadeira concepção de beleza era, ou ainda é, quando se é sortudo suficiente de nascer com a pele branca e o cabelo liso. Depois de estar morando nos Estados Unidos, comecei a perceber e apreciar a quantidade de movimentos que educa e celebra a cultura africana no país. Esses eventos me levaram a refletir na cultura do meu país e quanto minha cultura foi influenciada pelos africanos que foram tirados do seu país e vendidos como escravos, e até mesmo depois de receberem sua "liberdade" o racismo ainda continua vivo na mente da nação brasileira.

Recentemente, a Imprensa tem dado uma maior atenção àqueles que descendentes africanos no Brasil; mesmo assim o racismo continua sendo um grande problema como sempre foi. Fui motivada a começar este projeto para trazer uma conscientização aos brasileiros descendentes de africanos após conversar com alguns estudantes de educação que não tinham noção alguma da existência de afro-brasileiros. Essa realidade me incomodou muito. Então decidi criar algo que fosse uma combinação do meu talento e essa ideia e, de alguma maneira, envolver algumas pessoas que sofrem com o racismo no Brasil. 

Alguns meses atrás, fui selecionada a participar do programa de orientação da Associação dos Desenhistas Profissionais (Professional Association of Designer's AIGA). O programa assiste a estudantes com orientadores profissionais da área de desenho, orientando-os com a oportunidade de desenvolver um projeto próprio que será apresentado e julgado. 

Esta revista se tornou meu projeto pessoal. Mesmo relatando a história de outras pessoas, suas histórias são extremamente conectadas comigo. Este projeto tem sido uma tremenda jornada em minha vida e, uma experiência de humildade. Tenho sido inspirada a dar continuidade a este projeto e trabalho a um nível maior que minhas expectativas. Meu propósito e encorajar amor e aceitação, ignorar o ódio a diferente raças e, não tolerar o que sustenta racismo.